Animais do Cerrado

Por Isabella Alvarenga

A seca e os animais

Os animais também sofrem com as consequências da seca do Cerrado. O período marcado pela baixa umidade do ar e alta temperatura dura em torno de cinco meses. A equipe do Zoológico de Brasília, realiza manejos que auxiliam no conforto térmico, o objetivo é evitar a desidratação dos bichos, que é o principal problema dessa época do ano. 

 

As espécies típicas do Cerrado são adaptadas para o clima o seco, o diretor de mamíferos da Fundação Jardim Zoológico, Filipe Reis, explica que, no período mais quente do dia é comum notar os bichos mais quietos. “ É padrão dos animais economizar energia, isso foi evolutivamente selecionado. No pico de temperatura entre 14h e 15h eles estão bem recolhidos ou deitados”, conta o biólogo. 

 

Além disso, os animais mudam o período de atividade. “ Alguns indivíduos, quando o dia está muito quente, mesmo espécies que têm atividade diurna passam a ter atividade mais noturna. Eles migram um pouco mais para o final da tarde ou para a noite, para fugir do período mais quente do dia”, explica Filipe Reis.

 

Ele ainda conta algumas ações do Zoo para diminuir os efeitos da seca na vida dos animais. “Chuvas artificiais, ambientação com muita vegetação, porque durante o dia as plantas transpiram e vira vapor que umidifica o recinto, são algumas das intervenções do Zoo de Brasília”, relata Reis.

 

Também é possível notar que os bichos optam por lugares mais frescos. A chefe do Núcleo de Bem-Estar Animal da Fundação, Marisa Vieira de Carvalho, conta que “eles procuram lugares de sombra e que às vezes chegam até a cavar o chão em busca de lugares mais úmidos.”

 

A oferta e a procura de água também aumentam nos dias de calor intenso. “Aumentamos o fornecimento de água tanto de beber e tanto de toque sensorial, por meio dos enriquecimentos ambientais voltados para atividades dentro da água. Animais que geralmente não eram vistos bebendo água, no tempo de seca eles bebem bastante”, conta Marisa Vieira.

 

Outro fator importante é a nutrição, além de alimentos com alta umidade, são incluídos os picolés de frutas e de carne na dieta dos animais. “ Os picolés contribuem com o bem-estar, esse é o grande foco. Por ser um item muito peculiar, o qual a espécie animal jamais teria possibilidade de encontrar na natureza, a sensação produzida é muito singular e recompensadora”, diz o diretor de nutrição e alimentação animal, Lucas Andrade Carneiro.

 

O diretor de nutrição animal enfatiza que, “os picolés não são itens essenciais a dieta dos bichos, são agrados que fornecidos com muita alegria para eles”.

No slide show abaixo é mostrado os principais animais do Bioma Cerrado, para conferir o o nome passe o mouse por cima da foto.

Queimadas

As queimadas durante o período de estiagem, estão colocando em risco a vida dos animais silvestres. Eles são vítimas diretas do fogo, principalmente os que não conseguem se movimentar com rapidez, como tamanduás e jabutis. As espécies que conseguem fugir, como capivaras, veados e lobo-guará, são vítimas de atropelamento.

Segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, 475 milhões de vertebrados morrem  atropelados nas estradas brasileiras.

 
 

Estima-se que o bioma possua 837 espécies de aves, 120 de répteis, 150 de anfíbios, 1,2 mil de peixes, 90 mil insetos e 199 tipos de mamíferos. O Cerrado abriga, 5% de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade do Brasil. 

 

A grande ameaça a toda essa diversidade é a intensa exploração do Cerrado, o que causa a perda do habitat dos animais. De acordo com o levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, são mais de 130 espécies ameaçadas de extinção no Cerrado.

Espécies em risco de extinção 

 
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