Saúde Humana

Por Sara Meneses

A seca e a saúde humana

Antes de abordar as patologias, que são desencadeadas pela seca, é importante abordar o efeito do conforto térmico.

 

A saúde humana é, diretamente, afetada pelas mudanças climáticas e, durante o período de estiagem, o efeito do conforto térmico é um dos fatores que auxilia na qualidade de vida. De acordo com o professor de Geociências Gustavo Macedo, o efeito do conforto ou desconforto térmico é uma resposta dos seres vivos à temperatura. 

A seca é um dos fatores que influencia o diagrama do conforto térmico.“Esse efeito pode ser agravado ou minimizado pela presença da umidade e de outros fatores que influenciam na temperatura. A seca associado ao aumento da temperatura tendem a aumentar o desconforto térmico humano”, explica o professor. 

Segundo o professor Gustavo, o conforto térmico é a sensação de adequação térmica do corpo em relação ao ambiente que a pessoa está inserida em um determinado momento. “É importante lembrar que o calor seco é melhor que o calor úmido. Afinal, tanto o frio quanto o calor seco são mais agradáveis em termos de sensação”, destacou o especialista.

A urbanização é um dos principais agentes causadores do desconforto térmico.“As áreas urbanas tendem a serem as menos confortáveis, porque apresentam as ilhas de calor (fenômeno climático que explica a elevação da temperatura em áreas urbanas). E, ainda, o principal impacto do desconforto térmico é o estresse”, elucidou Gustavo Macedo.

Doenças e seca

De acordo com a pesquisa “Desastres relacionados à seca e saúde coletiva – uma revisão da literatura científica”, da Revista Ciência e Saúde Coletiva, publicada em 2016, o histórico do período da seca é marcado por tragédias sociais, sanitárias e de saúde.

Segundo o estudo, com a seca há diversos fatores que auxiliam nas condições da saúde humana, como a migração, a escassez de água, o aumento do preços dos alimentos e os impactos no meio de subsistência. Em razão disso, há inúmeros efeitos que afetam a saúde, que são: efeitos na nutrição e na saúde mental, aumento de doenças transmitidas por vetores, pelo ar correlacionado com a poeira, pela água e outros efeitos que são relacionados com a fumaça dos conhecidos e com os impactos nos serviços de infra estruturas da saúde.

Segundo a pesquisa, os grupos mais vulneráveis são os idosos agricultores, os adolescentes, as gestantes e as crianças de até cinco anos. “Nesses grupos, os efeitos mais destacados são os relacionados à saúde mental, desnutrição e deficiências nutricionais. Além destes grupos e efeitos, um artigo específico abordou o tema das mulheres na menopausa que viviam na zona rural”, elucidou os autores.

 
 
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